sábado, 21 de fevereiro de 2009

Na biblioteca dois olhares se cruzavam. Impossível de buscar a concentração quando os sentimentos estão a flor da pele. Não existem proporções e nem dimensões para emoções quase verdadeiras. Dois computadores frente a frente, dois olhares se traem, duas mãos deslizam, mensagens que vão e voltam.
A poesia instalada nos corações que pulsam. Desenhada um coração de papel numa simples folha branca. Um coração que palpita, e a concentração que não vem. O sol encoberto, e o sorriso que escapa. Na sala o tic-tac do teu coração, o perfume se espalha pelo ambiente, rodeada de livros, ela sorri, como se o mundo la fora não existisse, e realmente não existe para eles, existe apenas o olhar um do do outro. O olhar daqueles que se encontram e entram sem ao menos pedir licença... mas eles não se importam. Entre pequenos bilhetinhos de paixão, o convite para saborear uma pizza, perfeito! boa idéia mon amour!
Até o sol brilhou para testemunhar e quem sabe ficar alguns minutos, horas, dias...
Uma emoção que lhe absorveu por completo e ..voïla! Tudo é divino e maravilhoso !!

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Ela nunca pede licença

Caminhava  tranquilamente numa rua de Paris, quando ela atravessou meu caminho, se aproximou de uma forma quase que imperial, imponente, se fazendo presente, necessária. 
Sigo caminhando, sentindo seus passos a me seguir, folhas em tons marrons amarelados e avermelhados coloriam a cena. Já se podia sentir o perfume  de sua chegada.
O vento murmurava palavras no ar, mas  apenas ela inssistia em ficar. 


Mergulhada  no refugio aconchegante dos cafés quando sinto sua presença a se aproximar, sem cerimonia e natural. Embriagada em seu perfume misturado ao vento, deixo me  acariciar, sentindo apenas suas gotas cristalinas que caem  sobre minhas mãos e  a vitrine do  café. 
Olhando a rua, observo o movimento dos carros, bicicletas, edificios, pessoas , conversas e murmurios abafados. 
Era possível perceber a interrupção que ela provocava,  mas ela era presente também ao calor do meu corpo e aos meus devaneios, e isso me confortava.